Se você é alguém que veio ao mundo na virada do milênio, com certeza teve uma infância repleta de referências da cultura pop do começo dos anos 2000. A famosa era Y2K mudou a forma de consumo e impactou a moda, o cinema e a indústria musical. É claro que essa grande influência veio, principalmente, da poderosa indústria dos Estados Unidos.
Cores vibrantes, músicas eletrizantes e looks icônicos marcaram essa época de ouro. Recentemente, as tendências dos anos 2000 voltaram com tudo. Seja na música ou na moda, os jovens da geração Z não param de comentar sobre o tema. Mas, caro leitor, o que nos levou a revisitar o passado? A indústria cultural não consegue mais produzir os mesmos feitos da era Y2K ou estamos vivendo uma nostalgia coletiva?
Efeito Britney Spears — Artistas que movimentaram a década de ouro
Impossível falar sobre as músicas mais tocadas nos anos 2000 e não citar artistas como Britney Spears, Justin Timberlake, Black Eyed Peas, Beyoncé, Rihanna, Eminem, Shakira, Selena Gomez, Justin Bieber, dentre outros artistas que movimentaram a época.
Mas dentre todos esses que citei, existe uma que revolucionou e foi o momento, seja por suas performances, figurinos ou polêmicas. Você pode até não gostar da loirinha, mas Britney Spears continua a impactar a bolha do pop mesmo depois de anos fora da carreira musical.
Artistas desta geração, como Sabrina Carpenter ou Tate McRae, tentam seguir o mesmo percalço da princesinha do pop, ao reproduzirem a mesma estética que marcou a carreira da cantora. Coreografias impactantes, músicas com camadas extras e dona de performances icônicas, Spears marcou a década passada.
Inclusive, estou escutando “Cry Me a River”, de Justin Timberlake – espero não precisar explicar a referência, caro leitor.
Mas o universo Y2K ia muito além da música. Ele também brilhou nas telas, com produções que marcaram a infância de muita gente. E é claro que a Disney foi uma das grandes responsáveis por isso.
Disney e o impacto na cultura Y2K
Você achou mesmo que eu não falaria do trio polêmico do mundinho Disney? Só quem viveu sabe o quão nomes como Selena Gomez, Miley Cyrus e Demi Lovato marcaram a infância de muitas meninas mundo afora.
Sou suspeita para falar, mas Monte Carlo, estrelado por Selena Gomez, ou Camp Rock, de Lovato, são referências e fazem parte da memória afetiva de uma geração.
Não poderia deixar de falar sobre os Jonas Brothers — não conheço uma música do trio — mas eles foram responsáveis por movimentar as capas de fofocas e os rumores de namoros nos estúdios da Disney (Sely e Miley sabem bem do que estou falando).
E já que entramos no território dos filmes, não tem como ignorar um gênero que dominou os anos 2000 e influenciou diretamente toda uma geração de garotas sonhadoras: as comédias românticas.
De Repente 30 ou Sex and the City — comédias românticas no comando
Falar dos anos 2000 e não citar as famosas comédias românticas chega a ser um insulto. O Diabo Veste Prada, Como Perder um Homem em Dez Dias ou De Repente 30 são filmes responsáveis por gerar milhares de meninas que sonhavam em ser jornalistas bem-sucedidas — e, claro, ter um blog era um requisito. (Bom, eu tenho um blog e me sinto a própria Carrie Bradshaw, de Sex and the City, ao escrever matérias.)
Cheias de romance, histórias clichês, vestidos deslumbrantes e mulheres poderosas, os filmes dos anos 2000 foram o momento. Podem nos chamar de fúteis ou muito sonhadoras, mas, na opinião desta escritora que vos fala, mulheres feitas pela cultura Y2K sempre serão deslumbrantes.
Efeito nostálgico
Caro leitor, voltando ao ponto crucial levantado nesta matéria: o que tem gerado tanto interesse em retornar aos tempos de ouro?
Em meio a tantos conflitos globais, pandemia, indústria cultural em decadência e a forma como as redes sociais tendem a saturar tudo, talvez tenha surgido essa necessidade de retomar um tempo considerado bom para muitos.
O ser humano, geralmente, é tomado por sentimentos de nostalgia com frequência, crendo que o tempo que passou foi a melhor época existente. No entanto, vejo sob a ótica de que a indústria cultural precisa se reinventar e se distanciar da lógica do imediatismo imposto pelas plataformas.
Não me entenda mal: a era Y2K foi magnífica. Mas reproduzir uma fórmula que já funcionou não é a melhor opção.
A indústria precisa buscar oxigênio em novos lugares, explorar e criar projetos marcantes — assim como foi nos anos 2000. Mas isso só será possível ao deixar o óbvio de lado.
perfeito mariaaaaaaaa
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