Renan compartilhou como funcionam os bastidores do cotidiano de um jornalista esportivo. Ele comentou que um jornalista esportivo passa o dia apurando informações e preparando material para o dia, e completou dizendo que estar em uma redação com uma boa equipe torna o ofício mais prazeroso.
Quando questionado sobre o futuro da área esportiva no Piauí e quais esportes ele considera promissores no estado, Renan falou que o badminton e a canoagem são duas modalidades que estão fazendo o Piauí se destacar como potência e destacou que deposita suas esperanças nesses dois esportes.
O jornalista afirmou que "o judô é um dos nossos esportes olímpicos mais importantes. Ele está passando por uma renovação profunda após o fim da geração da qual Sarah Menezes fez parte, mas o Piauí continua formando atletas com boa frequência" e que, se os atletas dessa modalidade tiverem o apoio financeiro necessário, podem se tornar ídolos nacionais em breve.
Iamercia Rocha
Iamercia Rocha é natural de Monsenhor Gil e atua no jornalismo esportivo desde 2018. Ela é repórter do "Jogo Aberto", um programa sobre esportes na Band Piauí, de forma genial, sempre falando sobre o tema com muita espontaneidade. Uma curiosidade sobre Iamercia é que sempre confundem o nome dela. Como eu sei disso? Eu mesma errei o nome da entrevistada, mas ela afirma não se importar.
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Questionei Iamercia sobre sua perspectiva em relação ao esporte no Piauí. Ela comentou que há um futuro promissor para essa área no estado, já que existem talentos que se destacam individualmente e elevam o nível do estado em competições nacionais e internacionais.
A jornalista, contudo, teceu uma crítica ao investimento destinado ao esporte no Piauí:
"Existem inúmeras barreiras que ainda devem ser superadas, porque grandes empresários e até mesmo o poder público ainda não investem de forma mais contínua e incisiva no esporte." Ela destacou que alguns dos talentos regionais, por falta de investimento, acabam sendo perdidos e desvalorizados.
A apresentadora do "Jogo Aberto" comentou ao blog que sua relação com o esporte começou cedo, pois seu pai era um entusiasta da área. Ela cogitou seguir na área de educação física, mas isso deixaria a comunicação de lado, e a jornalista queria mesclar suas duas paixões: comunicação e esporte.
"Quando entrei na universidade, em 2017, meus primeiros contatos foram com pessoas que gostavam de esporte e já estagiavam nessa área", comentou a jornalista.
Ela também relatou que, quando surgiu a primeira oportunidade de fazer parte da Rádio Universitária em um programa de esporte, foi chamada por já dominar o assunto com convicção e logo engajou na área.
Pâmella Maranhão
Pâmella Maranhão trabalha com jornalismo esportivo há quase 10 anos. Ela nasceu em Coroatá, MA, e atualmente cobre esportes na TV Cidade Verde. A jornalista, devido à sua vasta experiência, é referência no jornalismo esportivo piauiense, apesar de ser maranhense.
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( arquivo pessoal)
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Pâmella iniciou sua trajetória jornalística cobrindo esportes na Rádio Universitária da UFPI. A jornalista afirmou que essa experiência foi o pilar de quem ela é hoje, tanto pessoal quanto profissionalmente. Ela também destacou a importância da rádio na formação de bons profissionais: "
O rádio é um veículo-chave na construção de bons profissionais, pois nos ensina a improvisar e a ter um vocabulário mais sucinto, direcionado para transmitir uma informação ou dar uma notícia com a maior objetividade possível."
Questionei Pâmella sobre o maior desafio que já enfrentou profissionalmente no cenário esportivo piauiense. A maranhense comentou que uma das maiores dificuldades é se manter no mercado, especialmente em uma área tão específica e com poucas vagas, mas que se sente uma pessoa privilegiada por trabalhar há quase 10 anos fazendo o que ama, apesar das dificuldades do mercado.
Quando questionada sobre o futuro do esporte no Piauí, a visão analítica de Pâmella se assemelha com a dos outros dois convidados. Ela afirma que não vê um futuro promissor e explicou o motivo dessa percepção: "Temos aqui no estado do Piauí muitos talentos em modalidades olímpicas e excelentes profissionais no mercado, que não perdem em nada para as grandes praças esportivas. Porém, nos falta protagonismo, especialmente no futebol, que é (felizmente ou infelizmente) a modalidade chave para o crescimento de uma praça."
Ela finalizou sua fala relatando que, ao longo de seus dez anos de experiência, vê a mesma história se repetir: "Ao longo desses 10 anos, vejo e conto histórias repetidas, como falta de ônibus para viajar, de passagens aéreas, de atleta fazendo vaquinha. Enquanto o poder público não fizer um investimento grandioso e estruturado, não vejo cenário de mudança."
Existe um futuro promissor para o esporte no Piauí?
A partir das perspectivas dos especialistas que trabalham na área, os convidados da edição de hoje, é perceptível que o esporte é extremamente desvalorizado no Piauí e que ainda há barreiras a serem ultrapassadas.
O badminton, como Renan destacou, é um esporte que cresce cada vez mais no estado. Recentemente, a jovem piauiense Juliana Vieira conquistou sua primeira vitória olímpica na modalidade, e se apresenta como o futuro do badminton no Piauí.
Na canoagem, Maria do Livramento Cunha e João Pedro Silva se destacam, tendo dado um show em um torneio de canoagem na Hungria. No futebol, o Campeonato Piauiense de Futebol é a principal competição da modalidade no estado, reunindo clubes como River e Altos.
Há um consenso de que falta um investimento mais assíduo no esporte no Piauí. Lembra da anedota que usei sobre admirar mais a grama do vizinho e esquecer de cuidar da sua? Que tal você, leitor piauiense, começar a acompanhar e consumir o esporte regional? Quem sabe assim o esporte no Piauí ganhe mais destaque! Claro, isso não vai resolver o problema de investimento no estado, mas é fundamental que haja torcida tanto para os atletas quanto para os jornalistas, que dão o seu melhor mesmo diante de um cenário tão complicado.
Quero agradecer aos convidados desta edição do Jornalismo em Ação. Continuem com seus trabalhos impecáveis e obrigada por contribuírem para a construção desta matéria.
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